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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mito da Fenix Capítulo Final. A tesão e a inspiração vêm mais de madrugada mas não faz mal.

Depois da ode a portugal, das conversas com o diabo, de desafiar homens invisíveis como deus e vishnus e afins (e porque não colocar o homem-aranha no mesmo saco já que são todos frutos do imaginário das pessoas), decidimos fundir as consciências dos heterónimos, pseudónimos e puta que pariu mais aos rótulos. Bardamerda. Não sei o que dizer, mas sim o que escrever. Porque como o título indica, a inspiração vem de madrugada, fode-me o sono, não me chega a acordar porque não me deixa dormir! Pim! É uma voz estridente na parte de trás do cérebro, essa! Vês como sabes! E o pior é que depois eu espero que vás ver, ler e apreciar o que tenho para te escrever! E quem sou eu que estou a escrever? Não sei. Desmultipliquei-me em infinitos seres, eu sou infinito, quantas células tenho? E quantas estão a morrer neste momento? Será que sou o Alfa e o Ómega? Devo ser, porque a qualquer altura sou o começo e o fim. Há quem lhe chame de Fénix, mas eu não renasço das cinzas, fodasse, queimava-me! Pum! Há quem diga que só deus é infinito. Omnipotente, omnipresente, omnisciente, e muitas coisas começadas em "omni" e acabadas em "ente". Ora, eu não posso dizer que quero que "deus se foda", porque não acredito em deus. Não o considero, e considero que é importante para o ser humano desconsiderar seres invisíveis. Consideremos que é estúpido, a esta altura do campeonato, depois de perceber que jesus não volta, que a história bem como a igreja são corruptas, e que agora já dispõem dos poderes sagrados do marketing para colocar um francisco na cadeira do poder. Francisco... Um pseudónimo veja-se lá! Será que o próximo se pode chamar Elvis? Devia poder. E deus está onde mesmo? No céu? Mais acima? No espaço? Se estiver entre Marte e Júpiter tá mal posicionado que ainda leva com um asteróide nas ventas! Poing! Não há paciência. O Peter Parker é mais fiel, anda de banda desenhada para o cinema, para os desenhos animados, para o youtube. De borla! Se quisermos claro, para ver em três dê arrotas dez euros! E lá dentro arrotas a coca-cola! Ah perdão, a Lusocoiso só tem pepsi. Já o Peter Pan é um filho da puta. Levou-nos para a terra do nunca e agora ninguém quer crescer. Por um lado ainda bem. Por outro lado ainda mal. Alguns de nós têm de viver uma vida com responsabilidades. Eu sempre "não quis ser uma dessas pessoas". Tudo fiz para que isso não acontecesse. Não quis ter um trabalho a sério, não quis ter uma vida a sério. Sempre muito preso no meu mundo de ilustrações, textos, histórias, estórias, letras, lettering, desenhos, esboços, preto e branco e canetas de ponta fina. Tudo o que precisava para brincar em miúdo era uma caneta e uma folha. A4. Branca. Fodasse que felicidade. O poder de criar algo a partir do nada. Neste caso "o nada" era uma folha. Com nada para além de 29,7x21cms de branquidão prestes a tornar-se num mundo de rabiscos onde me debruçava e ganhava miopia a velocidades estrondosas nos personagens que ia inventando como os ''Super Power Force Turbo". Qualquer semelhança com os GI Joe era pura coincidência! E a esta altura poder-se-à perguntar:

-"Então mas este gajo escreve "GI Joe" com letra grande e "deus" com letra pequena?!

E a resposta é fácil, eu já vi um GI Joe. Vários até, já brinquei com muitos também, e com Moto-Ratos de Marte. Que clássico! Yes! Adorava ver essas coisas, gravar no VHS, e voltar a ver até as fitas ficarem fodidas. Infelizmente as cassetes sobreviventes foram utilizadas para gravar as primeiras porno-xaxadas do canal dezoito. Foi a vitória do exército da tesão. Porque da mesma maneira que a inspiração vem de madrugada também a tesão. Mas a tesão vem mais vezes. Fodasse. Adorava controlar esta merda mas as vezes acho que o meu ''chi" está concentrado "lá em baixo". Será que existe alguma técnica kung fu? Hah, era hilariante se assim o fosse. Mas sim, tesão. Será a tesão parte integrante do Alfa e do Ómega? É possível, o que começa nas gónadas termina só numa sepultura. Mas não sai nada das gónadas sem tesão! Pah-Tá! Mito da Fénix? Não sei. Mas sei que a nossa mente, é interminável, o nosso potencial é incomparável. Supostamente metemos um homem na lua, robots em marte, satélites a andar a volta da terra para termos tv por cabo, internet, telemóveis, internet nos telemóveis, e colocamos cientistas a achar curas para tudo, e decidimos que afinal precisávamos de mais, casas imponentes, estilo, depilação, cortes de cabelo, músculos e status. Nem que para isso o ar que poluímos, os oceanos que sujamos, os rios com os nossos cagalhões a flutuar, as praias com pensos higiénicos e beatas de cigarros tenham que ser "meios para atingir fins". Porque não devemos julgar ninguém e cada um deve fazer o que quer! Ou pelo menos foi isso que o Charles Manson pensou! Ooops! Como diria Jim Jefferies:

"We're not animals, we live in a society!"

E ainda assim, aos dias de hoje há quem prefira ser animal (irracional). A pergunta que fica é, existe mais ser irracional que o Homem? Que sabendo que os actos têm consequências, continua a progredir numa espiral de destruição sem fim? No fim, o Mito da Fénix vai-se mostrar e provar ineficaz. Para nós Homens claro. Mas as baratas continuarão cá. Por isso os religiosos que se contenham no uso da expressão: "Não tenho sangue de barata!" - segundo as tuas crenças de reencarnação na próxima encarnação, é provável que tenhas.

Hoje não há mais whiskey com soda cáustica para ninguém que tou com mau vinho.

Aquele abraço,

Nathan Vendetta.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O Mito da Fénix - Parte 3 - Ode a Portugal

E ele escreveu. Escreveu até os seus dedos sangrarem. A sua máquina, ensanguentada teria dado à luz um filho diáfano. Sem cor. Ele havia escrito a Verdade. E João começou biblicamente tal e qual o seu santinho homónimo...

"No principio havia o verbo, e o verbo era Foder."

A obra era um sem fim de raiva, um terror blasfémico para a tal Igreja que se banha a ouro enquanto outros morrem de fome. Segundo os crentes o que interesse é a palavra de deus. A palavra de um mesmo deus que dizem que há uns anos pôs cá um filho, vindo de uma virgem. Que foi com os porcos e disse: "olha já volto!" ; "brb!", algo do género. Como se esta treta não chegasse, espetam-nos com um pai natal, um coelho da páscoa, e sabe-se lá quantos mais santinhos entre Shivas e Vishnus e o caralho que os foda. O escritor tinha renascido, e com ele uma essência cáustica sem precedente. Num país errado, com mentalidades erradas, um escritor destes é essencial à saúde mental pública. Num sítio onde diáriamente nos emburrecem entre reality shows e programas da manhã e da tarde quiçá, quando vamos parar de emburrecer?! A pergunta é ATÉ QUANDO?

A revolta do João era Rock & Roll, era partir os falsos ideais, era cuspir a verdade na cara dos falsos, era parar de levar no cu. E esse era um grande problema... O tuga ADORA levar no cu. Adora ser espezinhado, adora ter motivos para se queixar, adora enfiar-se em manifestações que nada manifestam. Odes à ignorância. A revolta do João era uma bomba atómica num país a rebentar pelas costuras. Crise?! Mas quando é que isto esteve bom?

Ode a Portugal.

Ás armas?! Quais armas?
Sentados com o cu no sofá,
disparam para onde?!

Cavaco, Guterres, Durão!
Santana, Sócrates, Coelho!
Seis conto eu, e nem um fazem!

Dezenas de anos passaram,
cresci eu nesta miséria, para quê?!
Para quê crescer?!

Rodeado de imbecis,
que sofrem do sindrome de Peter Pan!
Recusam-se a crescer!

Se seis não fazem um,
quantos farão um milhão?!
How much sir?!

Somos especialistas,
mas em quê?!
Se nada sabemos fazer!

Pedem dez anos de experiência,
a putos de dez anos!
Oh puta de incompetência!

Criam-se os tachos,
fodem-se as panelas,
e comem-nos de faca e garfo!

A mim não comem mais!
vou ser feliz para onde não me encontrem!
Vai-te foder Portugal.




Fim da terceira parte.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Mito da Fénix - Parte 2

O percurso tenebroso.

Afogado nas mágoas da amargura de não ter conseguido os objectivos para a sua vida, o João voltou-se para dentro dele, não falou com ninguém durante dias, deprimiu e pensou em suicídio, como um artista romântico do século XIX. Fechou-se na sua música, na sua poesia, entre masturbação e sexo e pornografia, nasceu um monstro depressivo obscuro em tons de ocre e crude. Dentes pontiagudos, olhos brilhantes. O João tinha morrido, sufocado pela sua própria angústia. Passou para o outro lado, deixando todos aqueles que o amavam a perguntar o habitual "porquê?".

Do outro lado.

O barqueiro para ele olhou com felicidade, estava à espera dele há dias, sabia que ele teria as suas moedas, ele conhecia o João, ele era cliente das trevas, das noites de whiskey e ecstasy. De vómitos com sangue para dancefloors cheios de estrica, desfocados com colunas estridentes, música cortada às fatias como se de frames se tratasse. Navegou para o Inferno, era para lá que o João se queria ir. Chega de vida, agora seria só penitência. Pelo caminho conversou com o barqueiro e explicou-lhe que se se despachasse, lhe daria mais duas moedas. O barqueiro deu duas remadas mais pujantes, e começou a fraquejar... Caiu redondo. A barca estava a meio caminho. O João tinha a possibilidade de voltar para trás.

Vamos.

Lançou-se ao mar, naquele mar de morte e corja, de todos aqueles que para sempre errarão no purgatório, os mesmos que olharam para ele e o perseguiram como se de um bando de abutres se tratassem, mas a isso o João estava habituado, ele viveu metade da sua vida no século XXI, na era do desprezo, do facebook, da não-comunicação, da não-amizade, do fim da paz. Chegando à margem, exausto, a arfar, como se estivesse com asma perguntou-se:

-Se estou com asma, como é que estou morto?!

- Não estás. Respondeu-lhe um vulto.

O Tinhoso.

-"Pensavas mesmo que te deixava vir para aqui quando me fazes tanta falta na terra? És mesmo um anjinho... Tipos como tu fazem-me falta, alimentam-me, são uma espécie de fast-food do submundo. A vossa energia negativa, as vossas depressões... Nham! É demasiado bom para vos matar de "causas naturais"... Overdoses, cancro, ataques cardíacos, são muito mais interessantes para vocês, indivíduos que alimentam os vossos pares com beleza, música, comédia, ARTE! E em troca... Recebem MERDA. São desprezados, obrigados a trabalhar de borla, sem qualquer incentivo ou uma palmada nas costas. Achas que quem vos explora trabalha para mim? Não, o outro lado, aquele "mais claro", está igualmente corrompido, não sabias? És mesmo um anjinho, ACORDA ANIMAL! Pensas que o mundo está fodido só por causa dos maus?! Os bons não foderam isto também! Quem achas tu que são os "bons"? Eles? Os bons são aqueles que amam, nunca aqueles que vendem. A honestidade é uma arte perdida. Todos mentem Joãozinho... Quando vais acordar? Achas que a tua mãe te ama? O teu paizinho? Achas que eles não estão fartos de ti? Tenho uma proposta para ti."

A Proposta.

O Tinhoso contínuou a babluciar sobre um serviço que ele tinha para ele, explicou-lhe que fez o mesmo há umas décadas atrás com uma geração, criando o Rock & Roll, que eram tempos diferentes, que não havia nem bem nem mal, só havia arte. Era mais fácil, que hoje, a crise afetava até o Inferno, já ninguém acredita em nada. É tudo Ateu. O João riu-se, porque não existia ninguém mais ateu que ele, ele não sofria de nenhum desdém pela religião, era-lhe completamente indiferente, estoico, niilista talvez. Em tom de gozo perguntou-lhe se queria que escrevesse para as massas. Disse que queria mudar o mundo. Fazer um Reset. Estava demasiado consciente para um tipo suicida, e isso assustou o Tinhoso.

-"A proposta é a seguinte, vais escrever uma obra. UMA. Com essa obra, vais mudar uma geração, não vais parar de escrever, vais passar fome, vais ser rejeitado pela tua mulher, pelos teus pais, pelo teu filho, vais emagrecer, vais deixar de ser exemplo, vais agarrar na tua energia negativa e vais colocá-la num papel. Não te preocupes que eu vou estar por perto para ler."

O Cepticismo.

Ao acordar, João percebeu que de um sonho se tinha tratado, tão real que as marcas das queimaduras tinham sido trazidas com ele. Desceu aos infernos e voltou como de tantas outras vezes, como se de um passeio ao Cais do Sodré se tratasse. No seu correio estava uma carta, nela, nada escrito, somente uma gota de sangue. Foi real, ele morreu, e ressurgiu, a sua roupa cheirava a fumo, a cinzas.

Fim da Segunda Parte.


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

O Mito da Fénix - Artistas - Parte 1

Hoje ao ver mais um documentário sobre o Dave Chappelle dei por mim a pensar... "É isto que quero fazer". A parte de definir "isto" pode ser ramificada em várias coisas, dentro das quais, e num país como o nosso, se avizinha um caminho tenebroso. O mesmo senhor dizia qualquer coisa deste género "I'm one of those people that are so smart that I'm uncomfortable in this world.'' Qualquer pessoa que olha para o Dave Chappelle pensará algo parecido com isto "xiii é o gajo do professor Chanfrado!", outros dirão "Rick James Bitch!". Eu prefiro dizer que o Dave Chappelle é um artista. Sem querer estabelecer quaisquer pontes ou comparações Manuel João Vieira também é um artista, lembro-me de um episódio que aconteceu há bem mais de uma década enquanto frequentava o ensino secundário e estudava o movimento Dada, e falava com outros alunos de artes que até os Ena Pá tinham uma corrente artística. Riram-se na minha cara. Disseram que era doido. Como sempre, fiquei na minha, por muito que adore uma acesa argumentação, já na altura não tinha paciência para anti-capitalistas do visa gold dos papás. O engraçado é que desde essa altura até agora, muita coisa mudou. Muita arte aconteceu. Música. Rock. Mulheres. Tesão. Dezoito. Dezanove. Vinte. Vinte e Um... Trinta? Quase, mas ainda não.

Passaram anos suficientes para me encontrar, e àquilo que sempre quis fazer. E até hoje. Hoje. Eu não tive coragem de admitir. É óbvio que não é uma conversa que vou ter num jantar de domingo com os meus pais, até porque eles já sabem. Suspeito que sempre souberam. Eu sou um artista. Não sou um tretas. Sou um artista. Sou um artista que sente. Sou um artista do renascimento. Um artista da vida. Não sou um artista só porque estudei artes, porque isso qualquer puto "com jeito para o desenho" faz. E sou um artista porque para estar alegre e viver bem preciso de estar inspirado. É uma coisa que não é palpável a todos e que tinha vindo a perder ao longo dos tempos e mais acentuadamente ao longo dos últimos meses. E depois ela, porque é sempre ela que puxa por mim. Ela a culpada disto tudo. Porque é que tem sempre de haver uma "ela" ?

Mas voltando ao "Artista". Fodasse, nós portugueses matámos mesmo esta palavra não foi? A palavra é tão facilmente descontextualizada que por vezes até a mim provoca aquela típica confusão. Mas uma boa parte desta terapia da vida é chegarmos a um ponto em que percebemos a nossa patologia. "Mas que merda tenho eu?" . "Porque é que não sou totalmente feliz?". Há que sair do armário! E o que para uns é dizer ao mundo que andam a levar no cú, a outros é provavelmente menos indolor e igualmente depreciativo para os demais. Porque ninguém quer mais um artista em Portugal... Não há espaço! Todos querem ser ''Artistas"! O mercado é fechado. As dobragens estão entregues a actores, os novos músicos são filhos de outros músicos, os novos actores filhos de velhos actores... Isto obviamente sem generalizar nem tirar o mérito a ninguém, não se pode criticar alguém que ande por ter pernas e saber para onde vai! Mas as vezes percebe-se que existem muitos pózinhos de perlim-pim-pim. É que muitos deles não parecem filhos do patrão, muitos deles são mesmo! O mercado da comédia igualmente viciado está. Tipos que fazem stand-up desde o ''Levanta-te e Ri'' e hoje em dia ainda vão tendo trabalho, outros que escreviam para o Herman e que muitos deles estão ricos mas não por causa do Herman mas por causa de de uns Gatos e de um gajo que mordeu um Cão, outros que nunca tiveram piada e ainda ali andam sabe-se lá como, e outros que só enchem o Villaret por causa daqueles vouchers online que permitem que comuns mortais como eu assistam a um espetáculo sem certezas de piada por 5 eurinhos.

A arte em Portugal é cara com'ó caralho. É desprezada. É lançada para um fosso cheio de merda onde no mesmo constam todas aquelas individualidades emproadas que falam com a boca torta. E lá no meio constam uns tipos fixes, outros mais que fixes, mas a Arte, tornou-se de tal forma elitista que está mais protegida que uma penitenciária, com campo minado à sua volta. E tantos mortos que se vêm pelo caminho. Os Ídolos eram a promessa da renovação da música em Portugal. Não me lembro de ninguém a fazer música. E por falar em Ídolos aproveito para partilhar outro episódio fantástico que tive com a Carolina Torres há uns meses. Perguntei-lhe se ela gostava de Funk e ela respondeu: "Gosto se for bom!". E eu fiquei estupefacto, sem saber o que dizer, pelo grau elevadíssimo de inteligência que aquela resposta revelou. Nunca esperei que ela me respondesse: "Gosto se não valer um caralho". Mas já viram o que seria se começassemos a responder assim a tudo? "Gostas de sushi?" - "Epá gosto se estiver podre, cheio de moscas!" ou até mesmo: "Gostas de massagens?" - "Gosto se me estiverem a magoar como se sentisse os ossos a partir! dessas é que eu gosto"... Quer dizer, dar respostas destas é estúpido, e desnecessário. E é desta santa ignorância que a ''velha guarda'' está farta.

Eu sou da nova guarda. Fodasse, a nova guarda está a começar tarde. Cada vez mais tarde. Mas eu sou novo porque renasci, e renasci porque estive num casulo uma puta de meses, e a minha metamorfose foi para um estado iluminado tão simples como : "deixa de te enganar a ti, aos teus, deixa de mentir, deixa de ser hipócrita. tu és um artista, tu tens lugar no teu país, no mundo, onde tu quiseres". O presente é meu. E hoje eu sei o que quero fazer com ele. E com o futuro também. Mas isso são outras núpcias.

O copo de whiskey de soda cáustica de hoje vai para todos aqueles que conseguem viver das artes.

Fim da Primeira Parte.

Nathan.