Depois da ode a portugal, das conversas com o diabo, de desafiar homens invisíveis como deus e vishnus e afins (e porque não colocar o homem-aranha no mesmo saco já que são todos frutos do imaginário das pessoas), decidimos fundir as consciências dos heterónimos, pseudónimos e puta que pariu mais aos rótulos. Bardamerda. Não sei o que dizer, mas sim o que escrever. Porque como o título indica, a inspiração vem de madrugada, fode-me o sono, não me chega a acordar porque não me deixa dormir! Pim! É uma voz estridente na parte de trás do cérebro, essa! Vês como sabes! E o pior é que depois eu espero que vás ver, ler e apreciar o que tenho para te escrever! E quem sou eu que estou a escrever? Não sei. Desmultipliquei-me em infinitos seres, eu sou infinito, quantas células tenho? E quantas estão a morrer neste momento? Será que sou o Alfa e o Ómega? Devo ser, porque a qualquer altura sou o começo e o fim. Há quem lhe chame de Fénix, mas eu não renasço das cinzas, fodasse, queimava-me! Pum! Há quem diga que só deus é infinito. Omnipotente, omnipresente, omnisciente, e muitas coisas começadas em "omni" e acabadas em "ente". Ora, eu não posso dizer que quero que "deus se foda", porque não acredito em deus. Não o considero, e considero que é importante para o ser humano desconsiderar seres invisíveis. Consideremos que é estúpido, a esta altura do campeonato, depois de perceber que jesus não volta, que a história bem como a igreja são corruptas, e que agora já dispõem dos poderes sagrados do marketing para colocar um francisco na cadeira do poder. Francisco... Um pseudónimo veja-se lá! Será que o próximo se pode chamar Elvis? Devia poder. E deus está onde mesmo? No céu? Mais acima? No espaço? Se estiver entre Marte e Júpiter tá mal posicionado que ainda leva com um asteróide nas ventas! Poing! Não há paciência. O Peter Parker é mais fiel, anda de banda desenhada para o cinema, para os desenhos animados, para o youtube. De borla! Se quisermos claro, para ver em três dê arrotas dez euros! E lá dentro arrotas a coca-cola! Ah perdão, a Lusocoiso só tem pepsi. Já o Peter Pan é um filho da puta. Levou-nos para a terra do nunca e agora ninguém quer crescer. Por um lado ainda bem. Por outro lado ainda mal. Alguns de nós têm de viver uma vida com responsabilidades. Eu sempre "não quis ser uma dessas pessoas". Tudo fiz para que isso não acontecesse. Não quis ter um trabalho a sério, não quis ter uma vida a sério. Sempre muito preso no meu mundo de ilustrações, textos, histórias, estórias, letras, lettering, desenhos, esboços, preto e branco e canetas de ponta fina. Tudo o que precisava para brincar em miúdo era uma caneta e uma folha. A4. Branca. Fodasse que felicidade. O poder de criar algo a partir do nada. Neste caso "o nada" era uma folha. Com nada para além de 29,7x21cms de branquidão prestes a tornar-se num mundo de rabiscos onde me debruçava e ganhava miopia a velocidades estrondosas nos personagens que ia inventando como os ''Super Power Force Turbo". Qualquer semelhança com os GI Joe era pura coincidência! E a esta altura poder-se-à perguntar:
-"Então mas este gajo escreve "GI Joe" com letra grande e "deus" com letra pequena?!
E a resposta é fácil, eu já vi um GI Joe. Vários até, já brinquei com muitos também, e com Moto-Ratos de Marte. Que clássico! Yes! Adorava ver essas coisas, gravar no VHS, e voltar a ver até as fitas ficarem fodidas. Infelizmente as cassetes sobreviventes foram utilizadas para gravar as primeiras porno-xaxadas do canal dezoito. Foi a vitória do exército da tesão. Porque da mesma maneira que a inspiração vem de madrugada também a tesão. Mas a tesão vem mais vezes. Fodasse. Adorava controlar esta merda mas as vezes acho que o meu ''chi" está concentrado "lá em baixo". Será que existe alguma técnica kung fu? Hah, era hilariante se assim o fosse. Mas sim, tesão. Será a tesão parte integrante do Alfa e do Ómega? É possível, o que começa nas gónadas termina só numa sepultura. Mas não sai nada das gónadas sem tesão! Pah-Tá! Mito da Fénix? Não sei. Mas sei que a nossa mente, é interminável, o nosso potencial é incomparável. Supostamente metemos um homem na lua, robots em marte, satélites a andar a volta da terra para termos tv por cabo, internet, telemóveis, internet nos telemóveis, e colocamos cientistas a achar curas para tudo, e decidimos que afinal precisávamos de mais, casas imponentes, estilo, depilação, cortes de cabelo, músculos e status. Nem que para isso o ar que poluímos, os oceanos que sujamos, os rios com os nossos cagalhões a flutuar, as praias com pensos higiénicos e beatas de cigarros tenham que ser "meios para atingir fins". Porque não devemos julgar ninguém e cada um deve fazer o que quer! Ou pelo menos foi isso que o Charles Manson pensou! Ooops! Como diria Jim Jefferies:
"We're not animals, we live in a society!"
E ainda assim, aos dias de hoje há quem prefira ser animal (irracional). A pergunta que fica é, existe mais ser irracional que o Homem? Que sabendo que os actos têm consequências, continua a progredir numa espiral de destruição sem fim? No fim, o Mito da Fénix vai-se mostrar e provar ineficaz. Para nós Homens claro. Mas as baratas continuarão cá. Por isso os religiosos que se contenham no uso da expressão: "Não tenho sangue de barata!" - segundo as tuas crenças de reencarnação na próxima encarnação, é provável que tenhas.
Hoje não há mais whiskey com soda cáustica para ninguém que tou com mau vinho.
Aquele abraço,
Nathan Vendetta.
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