Aquela percepção imperceptível provocada por um jogo de palavras inútil que se faz no ínicio de um texto para cativar a atenção de um leitor é de longe a primeira das rasteiras assim que abrimos um livro. Ou um blog. O mundo apodreceu, e trata de nos informar sobre a forma de tempestades que pomposa e prosaicamente chamamos de "hércules"... Estariam os escritores do filme Matrix certos? Seremos nós um simples vírus? Que merda. Não somos tantas coisas, e isso pesa. Não "ser" pesa bastante. Não existir pesa com'ó caralho.
E eu sinto-me leve. Sem existir. Eu sou uma não-pessoa. Não-matéria. Sou Não-Newtoniano. Sou um vórtice. O tempo acaba e começa em mim. Sou a lua cheia de cicatrizes. Sou o Sol que polvilha o sistema solar com fogo. Sou tudo. Sou o nada. Quero ser o nada. Quero ser a escuridão e o silêncio. Quero ser a paz. As coisas boas vêm sempre no feminino. Paz, paixão, mãe, mulher, esposa, mamas, cona. Ínicio. Quero morrer e ser enterrado numa cona, para acabar no ínicio. Para nunca ser.
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