LIKE ME MOTHAFUCKAAA
terça-feira, 22 de julho de 2014
Nostalgia.
Tenho a certeza (embora me esteja a cagar) que existe uma explicação científica para isto. Aposto que contemplar o passado é algo que nos aproxima da nossa condição humana. Aprender com os erros, reviver os bons momentos... Nostalgia. E quando nos lembramos de um momento de uma altura em que nem se quer éramos vivos? Será o cérebro a pregar partidas? Como ateu assumido, e desde que saí do Narnia religioso, tem sido fácil lidar com isto, ou seja, não há nada para lidar. Viver é importante, tragar a vida ainda mais. Pelo meio lidar com os imbecís que por desporto tentam-nos foder a todo o custo, mesmo que mais tarde esses mesmos imbecis se tornem tipos à maneira. É sempre uma questão de prisma. Mas há dias em que revivemos o "antigamente". Foda-se... 'tava-se lá mesmo bem. Enfim. Suspira-se e bebe-se um whiskeyzinho. Copo alto, sem gelo se fizer favor. Sem soda cáustica, hoje é para relaxar. Estou nostálgico.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Quero o livro de reclamações!
Em constante busca por novos conceitos de realidade, percepções, caminhos e ilações, deparo-me quase sempre com obstáculos no horizonte, perto, longe, intencionais ou não, o universo parece sempre equilibrar a balança da vida dando e tirando. A história de estarmos todos interligados parece-me bem, mas preferia que não fosse assim. Trocava 2 minutos de paz por cada monte de merda que nunca se deveria ter cruzado no meu caminho e aposto que no final das contas ganhava uns 3 dias. Três dias de paz é um luxo. Aproveitar folgas, esquecer, passar a frente, formatar o cérebro e passar à semana seguinte. Cumprir horários para comer, cagar, fumar, em casa não pode ser que impesta a coisa. Até para escrever umas linhas tem de ser madrugada adentro, já com umas cervejas. Desde que voltei a ser cinzento como Lisboa misturei-me na multidão, de phones, não quero absorver os sons, as conversas no metro, e alguns cheiros dispensava, a putridão dessa cidade que nos suga para o seu meio, onde tanto acontece, Portugal já não é fechado. Antes fosse? Que se foda o Salazar, mas também os que vieram a seguir a ele. É fodido construires o teu castelo se o teu nome não for sonante, se o teu curso não for de uma faculdade xpto. Para viveres das artes tás fodido, ou os teus pais têm dinheiro, ou tinham dinheiro e entretanto morreram e o dinheiro agora é teu, ou tiveste aquele cagalhão de conseguir singrar numa coisa que gostas e se for esse o teu caso desejo-te a maior das felicidades. Não que tenha algo contra os felizardos dos abonados suportados pelos papás. Mas esta espécie queixa-se muito. Faz birras no facebook, queixa-se da crise. A crise afecta-os sob a forma de compaixão. Dá-lhes vontade fazer parte de algo para que não sejam socialmente excluídos. A menina que mora a 40 kms da casa dos papás para ser um pouco mais livre, diz que trabalha embora seja em part-time, os pais é que bancam a casa mas dá sempre aquela pinta que é uma trabalhadora revolucionária. Ou o menino que vai para Londres tentar a sua sorte, mas que na verdade todas as pessoas que vêm o post no facebook sabem que o menino Duarte Maria vai apanhar carroças daqui até à China. Ainda assim e sempre coerente digo que há espaço para todos. Mas não entupam as ruas, as redes sociais, os jornais, a televisão, de simples e puras queixinhas. Já ninguém está para isso. Todas as pessoas perceberam pela última taxa de abstenção, o quão Portugal se está a cagar para crises político-económico-sociais. E é uma diarreia explosiva de proporções gigantescas. Mas onde ia? Ah sim, obstáculos. São mesmo. São estes obstáculos que a vida nos coloca à frente que temos de driblar. Mas como já disse há umas estórias atrás, às vezes faz falta bater de frente com o sistema, para ver se ele abana, enfrentar a coisa de frente, deixar de ser o gajo correcto, deixar de atravessar a rua para não arranjar problemas, bater de frente, joelho, punho, cotovelada, pontapé nos tomates. Por vezes apetece muito perder a razão, embora valores mais altos se levantem. No lodo já estamos! Que pode piorar? Afundar mais um pouco? Passadas três décadas nunca pensei que isto fosse ficar assim. Nos anos oitenta ninguém nos disse nada! Oh faxavore, Senhor Empregado! Quero o livro de reclamações desta merda! O país não vale um caralho!
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