As pausas são boas. No discurso, no trabalho, na vida. As pausas dão sempre tempo para pensar, embora a cabeça não pare o dia todo, compreenda-se que o cérebro não tira férias nem em período de férias. E essa coisa de "cabeça descansada" não existe. Houve sempre algo que aconteceu aos 6 anos que nos perturbou para sempre. Ou aos 10, ou aos 15. You get the picture. Porém, nestas oscilações entre boa e má disposição que também faz parte do percurso de vida de cada um, existe sempre um momento em que destruímos para voltar a construir. E as vezes só nos apercebemos que isso demorou 6 anos para acontecer quando percebemos que precisamos de construir em solo seguro, com alicerces, com uma base forte, vincada por princípios de construção igualmente fortes. Nenhuma estrutura é inabalável, muito menos quando estamos a falar da mente humana. Somos os arquitectos da nossa própria existência, da nossa personalidade. E por nem todos termos nascido com aptidão para arquitectura, muitas das vezes, algumas pessoas possuem intelectos ou personalidades propriamente ditas equivalentes a barracas. São humildes, não conseguem mais do que aquilo, ou então preferem uma arquitectura barroca, encomendada, embelezada ao máximo, mas com pouquíssimo conteúdo.
Miudas inteligentes excitam-me, dão-me uma tesão desmesurada. Vindo de um tipo que poderá ser um potencial chauvinista de primeira água, tenho a dizer que devemos sim privilegiar o conteúdo. Devemos acreditar que ele vem em embalagens bonitas. MULHERES DE HOJE, alguns homens também acreditam em contos de fadas. Porém, os nossos contos de fadas têm cenas muito explícitas e não podem ser contados a crianças. Nós pensamos em expressões como 'cona', 'cu', 'seiva vaginal' várias vezes ao dia. E falamos disso tranquilamente com os nossos amigos, mas à frente de vossas excelências cujo epicentro do nosso prazer se encontra entre as vossas belas virilhas não podemos fazê-lo. Arriscamo-nos a não provar esse sumo delicioso que poderá escorrer OU NÃO da vossa 'holiest of the holies'. Nós precisamos dele. MUITO. Não pretendo ser nenhum mártir de uma causa mas faz falta dizer estas coisas. O sexo ficou tão banalizado que já ninguém se preocupa em fazê-lo BEM. Como diria uma amiga minha: "até para dar uma foda é preciso categoria". E diria muito bem.
Esta coisa que muitos chamam de 'vida' e que eu vou andar aqui a divagar eternamente sem perceber exactamente o que é... É na verdade, a melhor viagem que alguma vez poderia ter. No momento socio-economico-politico-whatever-the-fuck-you-want-to-call-it que estamos a passar, de total anarquia, onde quem faz as leis está-se completamente a cagar para quem as vai cumprir, e quem não as cumpre, está-se completamente a cagar para quem o poderá punir, e quem o poderá punir, está em casa a ver a novela da TVI, neste momento, eu considero-me grato por sentir o que está à minha volta. Fui eu que construí, com as minhas mãos, desenhei a planta, fiz a maquete, elevei a estrutura, blindei com cimento armado e ferro, ousei chamar-lhe 'personalidade'. Tão perto do "thanksgiving day", acho que nunca houve nenhuma altura, em período algum da minha vida, que me identificasse tanto com um 'holiday'.
Em suma, faz todo o sentido que seja retirado o feriado da instauração da dita 'Republica', ela nunca existiu, nada é democrático. E embora ensine a quem mais merece neste mundo, que ''as pessoas entendem-se a falar'', sei perfeitamente que no limite, 90% dos entendimentos só surtem efeito no momento, para depois passar. É preciso fazer uma pausa, PENSAR, e não defecar pelas orelhas, nem pela boca. É preciso ser melhor, é preciso não acreditar que "eu sou assim" por que o nosso "Eu" está sempre em constante mutação, e a nossa essência evolui para algo melhor, mais saboroso, como um Vinho do Porto. Porque quem tem 20 e tal anos, e quer-se sentir com 16... Não vai viver os 20 e tal. Vai continuar a viver os 16, e a não ser que tenha borbulhas não vai haver muitas semelhanças. Há que aprender a ser criança, a ser adolescente, e a ser adulto, e a ser os 3 em simultâneo. O copo de Whiskey com Soda Cáustica de hoje vai para quem não sabe, não gosta, ou não QUER fazer aquilo que de melhor existe no mundo... Viver, fazer amor, sorrir. Se não gostas de fazer qualquer um destes 3, ou se não fazes qualquer uma destas três coisas opcionalmente... YOU ARE AN ASSHOLE.
LIKE ME MOTHAFUCKAAA
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Musas - Nano Manifesto do Artista
Vão e vêm, aparentemente a vida de um ''artista'' é assim, acreditamos conhecer o amor da nossa vida após ter conhecido o ... ''amor da nossa vida'' ... Revejo-me um pouco em Vinicius de Moraes ... Toda aquela boémia, todas aquelas mulheres, que me inspiraram, que eu tive de ter. Hoje mais do que nunca sopro de alívio, consegui voltar a ser eu, e a redescoberta de um artista, passa muito pelas suas musas inspiradoras, há umas que mostram o quão puro ele pode ser. Outras fazem com que ele perceba que há com quem não valha mesmo a pena perder o nosso pouco tempo de vida. Outras musas pedem para ser ajudadas, as que não pedem são as que mais precisam... E nós, homens inteligentes mas acima de tudo sensíveis, levamos a nossa vida neste carrossel, acorrentados nesta realidade macabra de vivermos a nossa vida através dos outros.
Sinto que quanto mais anos tenho em cima, e mais noites, percebo finalmente que o Domingo de ressaca mostra-nos isso, mostra-nos que ficamos uns dias mais velhos, e que algumas musas afinal não têm assim tanta piada, dando lugar a outras musas, que não obrigatoriamente nós queiramos por a nossa pila dentro delas. Pelo menos para já. Somos seres orientados pela tesão e nela julgamos ver a nossa salvação. Enquanto o pau levantar, será sempre a furar. Isto é um mote que mais faz lembrar uma das pobres rimas da Teresa Guilherme no seu mais pobre ainda programa, mas a verdade é que a tesão move homens e mulheres, adolescentes, todos nós funcionamos na base da tesão. É óptimo sabermos responder à pergunta: "O que é que te dá tesão fazer?". Foda-se a mim dá-me tesão foder, escrever, desenhar, falar, comer, dá-me tesão o toque de uma mulher, dá-me tesão ver porno. Mas acima de tudo, aquilo que me dá mesmo tesão, é por ''cá fora'' o que está ''cá dentro''.
"Quem tem medo joga dominó" - já dizia o outro, e eu reclamo este dito popular como meu, eu não tenho medo de me apaixonar, de me entregar, de ter MUSAS, as pessoas nos dias de hoje têm todas as possibilidades para se apaixonarem sem pensarem se quer no dia de amanhã, e têm medo de um simples estímulo? Idealizam personagens na cabeça, pessoas que não existem, ou em outros casos, fazem os outros crer que são pessoas que não correspondem à realidade, evidenciando a ''bullshit'' nos seus actos e palavras, resguardando-se depois nas caracteristicas astrológicas referentes ao seu signo e/ou ascendente. Pelo amor de deus! O Artista pede mais da sua musa, mas a verdade é que isto nunca vai parar, as pessoas tornaram-se descartáveis, mas eu contínuo a acreditar no amor. E enquanto houver Amor, existirá Arte.
Sinto que quanto mais anos tenho em cima, e mais noites, percebo finalmente que o Domingo de ressaca mostra-nos isso, mostra-nos que ficamos uns dias mais velhos, e que algumas musas afinal não têm assim tanta piada, dando lugar a outras musas, que não obrigatoriamente nós queiramos por a nossa pila dentro delas. Pelo menos para já. Somos seres orientados pela tesão e nela julgamos ver a nossa salvação. Enquanto o pau levantar, será sempre a furar. Isto é um mote que mais faz lembrar uma das pobres rimas da Teresa Guilherme no seu mais pobre ainda programa, mas a verdade é que a tesão move homens e mulheres, adolescentes, todos nós funcionamos na base da tesão. É óptimo sabermos responder à pergunta: "O que é que te dá tesão fazer?". Foda-se a mim dá-me tesão foder, escrever, desenhar, falar, comer, dá-me tesão o toque de uma mulher, dá-me tesão ver porno. Mas acima de tudo, aquilo que me dá mesmo tesão, é por ''cá fora'' o que está ''cá dentro''.
"Quem tem medo joga dominó" - já dizia o outro, e eu reclamo este dito popular como meu, eu não tenho medo de me apaixonar, de me entregar, de ter MUSAS, as pessoas nos dias de hoje têm todas as possibilidades para se apaixonarem sem pensarem se quer no dia de amanhã, e têm medo de um simples estímulo? Idealizam personagens na cabeça, pessoas que não existem, ou em outros casos, fazem os outros crer que são pessoas que não correspondem à realidade, evidenciando a ''bullshit'' nos seus actos e palavras, resguardando-se depois nas caracteristicas astrológicas referentes ao seu signo e/ou ascendente. Pelo amor de deus! O Artista pede mais da sua musa, mas a verdade é que isto nunca vai parar, as pessoas tornaram-se descartáveis, mas eu contínuo a acreditar no amor. E enquanto houver Amor, existirá Arte.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Histórias de Amor.
Sobre todas aquelas que me amaram, que eu nunca amei.
O tenro calor da vossa vagina,
foi um vortex que me sugou.
Não consegui resistir.
A minha alma não se calou.
Até ter o vosso sumo quente e doce.
O vosso corpo era um mar de prazer,
De desejo.
Uma praia paradisíaca pela qual,
Eu ansiava.
O prazer vinha misturado com dor.
Perdia-me na essência da semântica
ao tentar descrever-vos de forma perfeita.
O vosso toque, o vosso cheiro,
são mais do que simples palavras.
Perdoem-me por nunca vos ter amado.
Hoje sim vejo uma tal que parece a tal.
Mas talvez não seja, não sei.
Não quero saber, quero ser animal.
Quero agir por instinto.
A Natureza nunca se engana.
Aprendi a controlar o meu ímpeto,
mas nunca o meu instinto.
Hoje sou dela, sem o ser.
A ninguém pertenço, a ninguém quero pertencer
Mas ela sabe que sou dela, sem ninguém saber.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Say 'Fuck' first. Then speak English Mister Vendetta.
Prologue.
Today I write in a different language. Because I just fucking feel like it. I miss sayin' the word 'FUCK'. It's a big soothing strong word, and probably I'm feeling more Hank Moody today than yesterday and the day before and that's probably why I need so much to say 'FUCK'. It's actually one of my favourite words, and I almost may say that it unleashes a natural Xanax in my veins... Every time I say 'FUCK'. At this point just by writting the shit out of it, I'm practically stoned in Fuck-Xanax's. And there I go again... Fuck, fuck, fuckity, fuck-fuck-fuck. Jeez, it feels good once in a while. You actually should try it some time, if you're not an uptight-ginourmous-douchebag. It really makes you feel better. Say it in english, say it in your native tongue, say what ever the fuck you want. JUST SAY 'FUCK'. Say it. Even while you're reading this piece-of-shit-text-of-mine, say fuck repeatedly and the text itself will become a Rimbaud fucking poetry to you. It's almost like chewing bubble-gum, Jerry Seinfeld's joke actually says when you're chewing bubble gum, nothing ever seems to bother you... Well Mr. Comedy this is my version. SAY 'FUCK' a thousand times, loud, low, whatever makes you hard.
At this point, myself - the writer - is ready to begin.
I'm no Newton, nor Copernicus, or whatever you may call a 'genious. But it seems to me that everyone likes to fall in love. Now, at the first impression you'll see a girl that finds you very charming, and you actually start dating her, BUT if she does not give you what you want you'll start to look for another. Every man does this shit. Nowadays it's the easiest fucking thing to do. You can facebook some bitch, twit her in her twat or whatever the fuck people do on twitter, you can text, IM, and the list goes on and on and on... Fuck me.
What the fuck happened to a simple phone call in which two people would set something simple where they talk and share glances, and smiles, and a hot cup of coffee...? What the fuck happened to all that shit? Today everyone texts, everyone emails, or facebooks... Are we real anymore? Are we becoming more virtual by the fucking second? I'm surely aware the fact of writing in a blog does not make me the Lord of the Reason, but my point here is just... Why the fuck people don't see eachother anymore? Is it just me? Everything must be complicated, and ''today I can't and tomorrow you'll be away, so let's try next week?" And I'm pretty much sick and tired of all this bullshit complications. I'm not that old but in my time what I did was something as simple as picking up the fucking phone, call someone, ask her out, and that was basically it.
Today we have more technology than we could ever be enough grateful for, and the fact is that we just don't use this possibilities for the greater good. We never do. Tomorrow, call a friend. Go get a cup of coffee.
Today I write in a different language. Because I just fucking feel like it. I miss sayin' the word 'FUCK'. It's a big soothing strong word, and probably I'm feeling more Hank Moody today than yesterday and the day before and that's probably why I need so much to say 'FUCK'. It's actually one of my favourite words, and I almost may say that it unleashes a natural Xanax in my veins... Every time I say 'FUCK'. At this point just by writting the shit out of it, I'm practically stoned in Fuck-Xanax's. And there I go again... Fuck, fuck, fuckity, fuck-fuck-fuck. Jeez, it feels good once in a while. You actually should try it some time, if you're not an uptight-ginourmous-douchebag. It really makes you feel better. Say it in english, say it in your native tongue, say what ever the fuck you want. JUST SAY 'FUCK'. Say it. Even while you're reading this piece-of-shit-text-of-mine, say fuck repeatedly and the text itself will become a Rimbaud fucking poetry to you. It's almost like chewing bubble-gum, Jerry Seinfeld's joke actually says when you're chewing bubble gum, nothing ever seems to bother you... Well Mr. Comedy this is my version. SAY 'FUCK' a thousand times, loud, low, whatever makes you hard.
At this point, myself - the writer - is ready to begin.
I'm no Newton, nor Copernicus, or whatever you may call a 'genious. But it seems to me that everyone likes to fall in love. Now, at the first impression you'll see a girl that finds you very charming, and you actually start dating her, BUT if she does not give you what you want you'll start to look for another. Every man does this shit. Nowadays it's the easiest fucking thing to do. You can facebook some bitch, twit her in her twat or whatever the fuck people do on twitter, you can text, IM, and the list goes on and on and on... Fuck me.
What the fuck happened to a simple phone call in which two people would set something simple where they talk and share glances, and smiles, and a hot cup of coffee...? What the fuck happened to all that shit? Today everyone texts, everyone emails, or facebooks... Are we real anymore? Are we becoming more virtual by the fucking second? I'm surely aware the fact of writing in a blog does not make me the Lord of the Reason, but my point here is just... Why the fuck people don't see eachother anymore? Is it just me? Everything must be complicated, and ''today I can't and tomorrow you'll be away, so let's try next week?" And I'm pretty much sick and tired of all this bullshit complications. I'm not that old but in my time what I did was something as simple as picking up the fucking phone, call someone, ask her out, and that was basically it.
Today we have more technology than we could ever be enough grateful for, and the fact is that we just don't use this possibilities for the greater good. We never do. Tomorrow, call a friend. Go get a cup of coffee.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Aniversários.
Nunca fui adepto da celebração do meu aniversário. Não porque sou ingrato em relação à dádiva que é a vida mas porque tenho presente a opinião de que a devemos celebrar e agradecer todos os dias. Não a 'deus', até porque agradecer a personagens de livros seria a mesma merda que agradecer ao Batman ou ao Homem-Aranha por estarmos vivos, tudo personagens de livros, uns mais vendidos que outros. Mas não mudando de assunto, não consigo ficar indiferente ao balanço que faço dos anos, talvez por ser demasiado exigente comigo mesmo e com as expectativas que crio durante o ano que vai de Novembro a Novembro. Que isso de Janeiro a Dezembro é para meninos.
Também não celebro lá o aniversário do Jesus da Nazaré porque o rapaz não me diz nada e mais uma vez odeio a onda de hipocrisia resultante de tudo isto. Colocar NUM DIA todo o nosso amor, votos de esperança, de paz, de amizade e de todas essas coisas que talvez devessemos desejar todos os dias ficam afuniladas para uma altura do ano que surpreendentemente (!) coincide com uma altura financeira mais simpática para as pessoas. Que mensagem tão pouco subliminar para nos fazer crer que o dinheiro traz felicidade. Que uns têm mais opulência que outros, porque podem, e os outros não. Que bom para todos eles. Que nojo.
Por ter ido a alguns funerais de familiares, bem sei que para a cova levamos um fato e o corpo. Não deixamos cá nada, por isso porque é que passamos uma vida inteira à procura de ter tudo? Somos tão 'barrocos', tão 'rococós. Queremos mostrar que temos, quando na verdade a verdadeira riqueza reside na sapiência de cada um. Este Natal, oferece algo que o próximo precise mesmo, provavelmente, um abraço será mais importante do que um livro que pessoa X nunca irá ler. Talvez possas ir ajudar na sopa dos pobres, talvez possas fazer algo efectivamente produtivo.
Mas voltando ao meu aniversário... Bem, como sempre existem os amigos que querem ir celebrar o meu aniversário, que será o mesmo que dizer "apanhar uma bezana no dia em que nasci". E por mim poderão fazê-lo, afinal de contas neste "novo mundo" existem mais motivos para estar bêbado do que sóbrio.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Porque tudo acontece.
Soando a cliché bem barato, "ás vezes tudo acontece". E por norma no mesmo dia, a chuvada intensa e depressiva, o clube favorito que perde, o pneu que rebenta, a chave de casa que parte, o gato que nos sobe para o carro, a luz da casa de banho que explode quando queremos mandar a nossa mija de glória. Não nos entendemos com o amor da nossa vida, e todas as palavras que dizemos ou queremos dizer saem distorcidas e mal interpretadas. A infelicidade dela é a minha infelicidade, e nada posso fazer para a fazer sentir melhor ou feliz, embora sejamos um só. A verdade é que nestes dias também me sinto só e talvez depressivo, embora o meu ser não acredite na depressão.
A chuva não para de bater nas telhas que me traz a realidade momentânea de um clima nojento, de um país nojento, com pessoas nojentas. Preciso desesperadamente de uma realidade nova. Preciso de sorrisos na cara na maior das tempestades. Preciso de milhares de pessoas a minha volta numa corrente de energia positiva que acreditem em algo igualmente positivo. O país inventor da saudade e do fado, que neles procura a razão e a desculpa esfarrapada de todo o pesar da sua existência. Tão farto deste negativismo tão português... Tão farto de desculpas esfarrapadas. Tão farto ponto. Os blues fazem todo o sentido num momento destes... Um fado afro-americano, com saxofones e guitarras eléctricas.
Anseio pelo amanhã que me trará um dia novo, ou talvez um dia velho, igual a tantos outros, no mesmo sitio, com o mesmo cheiro, a mesma água. É fácil desejar. É difícil conseguir. As pessoas vivem numa masturbação ambulante, à procura de um alívio em cada esquina, em cada olhar, sem degustação de momento, ou apreciação do seu próprio bem estar. Viver na sociedade do instantâneo é um banho de ácido sulfúrico no qual não quero entrar. Preciso de algo bem mais real do que isto, bem mais real do que esta chuva, do que esta gente feita de bílis, merda e mentiras.
O sonho existe, e nunca morrerá. Quanto muito, morrerei eu a tentar alcançá-lo.
A chuva não para de bater nas telhas que me traz a realidade momentânea de um clima nojento, de um país nojento, com pessoas nojentas. Preciso desesperadamente de uma realidade nova. Preciso de sorrisos na cara na maior das tempestades. Preciso de milhares de pessoas a minha volta numa corrente de energia positiva que acreditem em algo igualmente positivo. O país inventor da saudade e do fado, que neles procura a razão e a desculpa esfarrapada de todo o pesar da sua existência. Tão farto deste negativismo tão português... Tão farto de desculpas esfarrapadas. Tão farto ponto. Os blues fazem todo o sentido num momento destes... Um fado afro-americano, com saxofones e guitarras eléctricas.
Anseio pelo amanhã que me trará um dia novo, ou talvez um dia velho, igual a tantos outros, no mesmo sitio, com o mesmo cheiro, a mesma água. É fácil desejar. É difícil conseguir. As pessoas vivem numa masturbação ambulante, à procura de um alívio em cada esquina, em cada olhar, sem degustação de momento, ou apreciação do seu próprio bem estar. Viver na sociedade do instantâneo é um banho de ácido sulfúrico no qual não quero entrar. Preciso de algo bem mais real do que isto, bem mais real do que esta chuva, do que esta gente feita de bílis, merda e mentiras.
O sonho existe, e nunca morrerá. Quanto muito, morrerei eu a tentar alcançá-lo.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Amor e Caveiras Mexicanas.
Hoje senti um arrepio na espinha. Dois até. Na verdade senti um colhão e meio deles, mas isto não é um inventário de arrepios, a verdade é que quando estamos apaixonados, toda esta parafernália de redes sociais perde o sentido. Todo. Falava com ela há pouco, e dizia-lhe que tinha saudades dos anos 90, do meu walkman, digo-lhe que me apetece escrever, e ela sabe que será sobre ela. Ela é a Musa, é o marco na minha existência boémia que não a torna menos boémia, mas adiciona-lhe amor, droga, ela é a droga. Ela não sabe mas eu já lhe dei o meu coração. Estar no facebook e ela não estar lá é inútil. Prefiro ver pela milésima vez aquela série do escritor que não escreve. Ele sou eu, ela sou eu.
O dia das bruxas foi há dias atrás e assisti a uma overdose de caveiras mexicanas e de papa-shangos. Realmente as modas e as modinhas são uma cena do caralho. Foi engraçado ver malta com caveiras mexicanas a celebrar o halloween. Quando na verdade elas só se usam 2 dias depois no dia dos mortos. Sentir a ignorância pagã dentro da própria ignorância pagã faz com que sinta um pontapé no escroto com bota de biqueira d'aço. Mas comecei em amor, e vou terminar em amor.
É o sumo da nossa vida, é a vingança do nosso coração, a todos vós que já não acreditam nele, e que se conformam com o tipo que vive convosco e não amam, lembrem-se que já deixaram de viver, e já nem se quer existem. Tornaram-se escravos de uma realidade que nunca foi a vossa, escravos na realidade do ''tem que ser''. E para quê? Para envelhecer ao lado de vários ''alguéns'' que não vos amam? O mundo é vosso, é nosso, e a nossa existência faz com que tenhamos a dádiva de estar cá e tirar o melhor partido de tudo isto. A vida não é perfeita bem sei, e o vosso agora pode ser uma autêntica bosta de vaca. Mas nunca deixem de acreditar, sejam honestos, e sinceros convosco mesmos. Não deixem de acreditar.
Quando ela não está, eu penso nela, e isso faz com que ela esteja sempre. Soa a cliché, mas um cliché piroso, sincero e romântico, como manda a lei. Tentem libertar esse ''piroso, sincero e romântico'', tratem bem dos vossos, e dos que não são vossos. Porque no final das contas, no nosso leito de morte, com ou sem caveiras mexicanas para nos celebrar, levamos todos o mesmo... Recordações da vida que levamos.
O dia das bruxas foi há dias atrás e assisti a uma overdose de caveiras mexicanas e de papa-shangos. Realmente as modas e as modinhas são uma cena do caralho. Foi engraçado ver malta com caveiras mexicanas a celebrar o halloween. Quando na verdade elas só se usam 2 dias depois no dia dos mortos. Sentir a ignorância pagã dentro da própria ignorância pagã faz com que sinta um pontapé no escroto com bota de biqueira d'aço. Mas comecei em amor, e vou terminar em amor.
É o sumo da nossa vida, é a vingança do nosso coração, a todos vós que já não acreditam nele, e que se conformam com o tipo que vive convosco e não amam, lembrem-se que já deixaram de viver, e já nem se quer existem. Tornaram-se escravos de uma realidade que nunca foi a vossa, escravos na realidade do ''tem que ser''. E para quê? Para envelhecer ao lado de vários ''alguéns'' que não vos amam? O mundo é vosso, é nosso, e a nossa existência faz com que tenhamos a dádiva de estar cá e tirar o melhor partido de tudo isto. A vida não é perfeita bem sei, e o vosso agora pode ser uma autêntica bosta de vaca. Mas nunca deixem de acreditar, sejam honestos, e sinceros convosco mesmos. Não deixem de acreditar.
Quando ela não está, eu penso nela, e isso faz com que ela esteja sempre. Soa a cliché, mas um cliché piroso, sincero e romântico, como manda a lei. Tentem libertar esse ''piroso, sincero e romântico'', tratem bem dos vossos, e dos que não são vossos. Porque no final das contas, no nosso leito de morte, com ou sem caveiras mexicanas para nos celebrar, levamos todos o mesmo... Recordações da vida que levamos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)